A cadeira dura acalenta suas brincadeiras
A voz do quadro branco desarma suas piadas
A farda tira o brilho do batom vermelho
As regras tosam suas gargalhadas
Não lhe interessam as bactérias ou o clima da Europa
Subordinado é você à oração imposta pelos jalecos
A sede pode ser pretexto para a liberdade
Os amigos aliviam as obrigações
Sua ideia é de tempo perdido
Pouco interesse no futuro do verbo estudar
Sujeito de felicidade criando regras próprias
Desconhece as graças desses momentos
Não desmereça, aluno, as pequenas lições escolares
Serão capazes de diminuir as dores, de matar a fome,
De levar a sonhos, de mostrar o mundo
Poderão certificá-lo para a vida
Caleje os dedos escrevendo sua história
Dobre aos bons conselhos
Corresponda os anseios dos seus pais
E seja mestre da sua própria vida
Luciane Dias
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
DIREITO A VELHA FAZENDA
Senhor juiz vim aqui para solicitar
Tenho boa intenção e minha dívida quero pagar
Me comprometi e agora tenho que entregar
Porque sou pessoa de palavra e isso ninguém pode negar;
Não estou agindo com maldade
Simplesmente naquele dia me fugiu o censo da realidade
Coloquei no negócio a velha fazenda
E na hora da entrega sofro por esta venda
Por isto que venho ao senhor requerer
Que me permita naquele lugar continuar a viver
Troco o pagamento por muito dinheiro
E desta dação o comprador terá um grande ganho financeiro.
Sei que no contrato não previa uma obrigação alternativa
Mas, aquela fazenda é o que mantém minha família viva
Então, diante da situação me desfaço de outros bens para pagar a obrigação
Vale mais do que perder um pedaço do meu coração.
Não quero ser inadimplente
Por isto estou aqui na sua frente
Pedindo que troque a forma direta de pagamento
Estipulando se possível uma das formas que lhe comento
O meu amigo comprador comigo tem uma velha dívida
Então esta situação pode ser dirimida
Compensa-se o que ele me deve e pago a diferença
Resolveremos tudo sem qualquer ofensa
E se ele não quiser a diferença receber
Consigno em pagamento para que eu não fique a dever
E prometo ainda que se ele aparecer nos 10 dias que tem direito
Lhe ofereço na fazenda um almoço bem feito.
Também teve a historia do meu filho mais novo
Que vendo a angustia no meu rosto
Foi procurar o credor
E uma novação tentou impor
Quis assumir a responsabilidade
Dizendo que em 1 mês pagaria o valor da fazenda com facilidade
Mas, o credor não teve intenção de novar
Disse que na verdade queria a fazenda fracionar.
Choramos todos de tristeza
Aquele era um bem indivisível com certeza
Ainda que a lei assim não o considerava
Era um espaço de porteira fechada
Doutor peço com veemência
Olhe meu caso com muita paciência
Ainda tem o problema dos dois fiadores
Que foram grandes colaboradores
E caso eu não entregue a velha fazenda
Eles terão que ir morar numa tenda
Porque suas casas foram dadas em garantia
E isto tudo na família trará grande apatia
Excelentíssimo senhor ainda quero te esclarecer
Que este velho amigo tem algumas dívidas comigo a vencer
Então, ele poderá imputar
Uma a uma qual quer pagar
Inclusive aquelas que ele já esta inadimplente
Prometo não cobrar juros, lucro cessante ou danos emergentes
E demonstrando minha boa intenção
A dívida que a filha dele tem comigo aplicarei o perdão.
É nestes termos que lhe peço senhor
Defira meus pedidos por favor
Ajude – me a resolver esta situação
Que tem me trazido grande aflição
O advogado que meu pleito assina
Pode ser avisado da decisão no seu escritório de esquina
E depois de nosso caso escrever
Pedimos que nosso direito o senhor possa reconhecer.
Luciane Dias
quinta-feira, 24 de maio de 2012
SOLO DA VIDA
Terra dura e árida
Era um solo infértil
Terra dura e árida
Era um solo infértil
Toda semente lançada era perdida
Não tinha olhos verdes que florescesse ali
Nascentes lacrimosas se houvera algum dia, a muito tinha secado
Era descrença e abandono...
Só o vento ainda lhe sussurrava
Um tufão fez surgir erosões
Veio à tona o subsolo...
Cheiro categórico de vida ecoou no ar
Vendo seu intimo remexido
O solo aplaudiu os pingos azuis de sentimento
Sementes ensopadas se aconchegaram a terra
Em oração pediram sol.
Adubada pelas mãos de anjos
Que apareceram em forma de amigo
Fez-se vida...
Árvore frondosa e frutífera
Enquanto suas asas, anjo amigo, fertilizarem meu calendário
Frutos eu darei.
Frutos eu darei.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
VIVER
Como uma flor colorida
É uma viver sem idade
É uma viver sem idade
Usufruindo os presentes
Doados pela santidade
Assim, desabrocha com o sol, sorrisos
Floresce com a primavera, felicidade
Poleniza a vida, os amigos
Rejuvenescem os anos, os amores
E os sorrisos quebrem os espinhos
Deixados pela paixão
Que as pétalas amigáveis sejam bálsamos
A encantar os sonhos, a instingar os voos
Desejando conquistar o mundo.
Luciane Dias
Maio/2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
SOFRIDO DESENCONTRO
Inundando de dor esta alma
Com uma rosa que murcha calma
Deixa este rosto em solidão.
Lua que ilumina dois caminhos
Água que mata e que faz florescer
Fogo que queima e que faz aquecer
Antagônicos de sentimentos
Espíritos sem escolha
Deste amor sem forma
Que num corpo tatua sofrimento
Em outro é vencido pela armadura
Sofrido desencontro
Deste amante escravizado
Que não se feche em amargura
Porque o tempo diluirá esta desventura.
Luciane Dias
sexta-feira, 13 de abril de 2012
FOTOGRAFIA
Congela a felicidade
Com intuito de manter viva a história
Dignifica a pobreza e engrandece as lágrimas
Postadas num preto e branco que colore um cômodo
Clareia o breu, revelando “nuances”
Escurece faces, apagando as marcas da idade
Registra o tempo, prendendo-o em papel
Revela a alma que reflete nos olhos
Hipnotiza a todos que se entregam em poses
Enquadra a vida em porta retrato
Desrobotiza a máquina e dá vida, à foto.
Com intuito de manter viva a história
Dignifica a pobreza e engrandece as lágrimas
Postadas num preto e branco que colore um cômodo
Clareia o breu, revelando “nuances”
Escurece faces, apagando as marcas da idade
Registra o tempo, prendendo-o em papel
Revela a alma que reflete nos olhos
Hipnotiza a todos que se entregam em poses
Enquadra a vida em porta retrato
Desrobotiza a máquina e dá vida, à foto.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
ESCOLHAS
Escolhas que aprisionam
Prisões que libertam
Asas que não voam
Pés que saltam lágrimas.
Rios que cortam sonhos
Quebrando as asas das encruzilhadas
Afogam escolhas sem direção
Desnudam em sangue o coração
Renasce em força e suor
Este corpo ardente em desejo
Lampejo de felicidades e apogeu.
Luciane Dias
09 de abril de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
CONFRONTO DE SENTIMENTOS
Um confronto de sentimentos
Soluções fraternais tatuadas no eco
Fracassos esculpidos pelas mãos macias
Palavras descrevem o lógico
Mas, o silencio não é lido
Não há como interpretar
Esta realidade cálida, seca e mortal
De bocas que não falam
Olhos que não se veem
Mas, se encontram em sonhos e fatos
Casos reais e contos de fadas
Nem o tempo pode apagar
O que os corpos escreveram no tempo
Nem o sol pode queimar
O desejo iluminado pela lua.
Luciane Dias
15/01/2012
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
SAUDADES, AMIGO
Sinto ainda o cheiro de sua amizade
Como flor que brotaria a cada estação
Lembro do seu olhar de cumplicidade
Acalentando minha solidão.
Vejo o amor e o perdão
Como parceiros desta relação
Surpreendo-me com a mágoa
Transformando alegrias em lágrimas.
Ainda ecoa no ar suas palavras
Meus atos, fatos que mudaram a história
Um enlace fraternal perdido no tempo
Um pedido levado pelo vento.
Saudades da sua amizade
Da maciez dos seus abraços
Perdão pelo que foi cobrado
Tudo isto é coisa do passado
Luciane Dias
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O tempo
O tempo é um dos grandes escritores...
No seu silêncio escreve amores,
No seu tic tac constrói caminhos
No seu compasso destrói espinhos.
Leva e traz pessoas, poetizando o passado,
Amedronta-se pelo futuro inesperado
Colore o presente e faz contar os dias,
No intento de controlar os atos,
O tempo é sentido pelos dedos
Denunciado pelos medos
Temperado por suor e lágrimas.
Não se pode prender o tempo
Conter o vento
Impedir os contratempos.
Luciane Dias/outubro - 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
domingo, 20 de março de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
CORAGEM DE AMAR
Coragem de Amar...
Amar é o risco constante da felicidade e do sofrer...
Então é preciso coragem para amar, sofrer; e sofrer, sofrer e depois de tudo poder amar.
É preciso saber amar, para poder amar enquanto há amor e sofrer no dia que o amor acabar, renascer do sofrimento sem esquecer que o que vale sempre é se amar...
É preciso amar-se para saber que o sofrer ensina, que o amar revitaliza, renasce, floresce...
É preciso passar por tudo isto, para se dar conta que somos humanos e que somos fortes... e que sendo fortes resistimos as tempestades...
É preciso entender que o vendaval pode parecer um tufão, pode querer nos derrubar, pode transparecer que vai arrancar nossas raízes...mas, que o amor é maior que tudo.
Somente ele é capaz de nos sustentar, porque ainda que qualquer relacionamento não tenha sido perfeito, como a gente sonhou, como a gente queria, ele serviu para nos ensinar a amar.
Amor é construção, de tal forma, que desperta em nós a maior de nossas forças, as maiores de nossas qualidades, os maiores sonhos, desejos, ternuras...
Somos só amor....não o amor pelo outro, mas talvez pela vida, pela ânsia de viver...
E, é preciso viver...viver é praticar o amor e de repente arriscar-se, arriscar a amar o outro...mas, sem jamais esquecer que o amor não é outro, mas é com o outro que exercitamos o amor, então não existe nenhum motivo que nos esmoreça, ainda que estejamos sofrendo, porque no fim de nós existe um amor maior que nos sustenta.
...
Ame sempre!!! Nada é motivo para não se amar, mas sempre um incentivo para se amar de novo e de novo e de novo!!!
...
Ame sempre!!! Nada é motivo para não se amar, mas sempre um incentivo para se amar de novo e de novo e de novo!!!
domingo, 3 de outubro de 2010
PELAS LENTES DA VIDA...
A labuta do dia-a-dia é registrada pelas lentes
De uma forma que o foco é o que se está na mente
O enquadramento é feito em cada um dos ideais
Transformando em belezas todas as coisas reais.
Os olhos não conseguem enxergar
Mas, as lentes aproximam tudo àquilo que desejo alcançar
Basta ter paciência, olhar para os lados
E pensar na cena como se ao fundo tocasse um lindo fado.
Se a lua não for suficiente para iluminar o assunto principal
Deixe que a vazão insurja de uma luz artificial
O que o ser humano não pode perder
É aquele momento que de repente jamais volte a acontecer.
Porque a vida não é faz de conta e nem tem ensaio
Muito menos os sonhos podem ficar guardados em balaio
Mas, é mistura de dom e necessidade que vem do coração
Que deve ser criativa e reinventada em grande dimensão
Porque de perto todo mundo é granulado
E deseja ver os momentos da sua vida registrado
Como numa bela fotografia contrastada
Contando uma história de felicidade que foi sempre imaginada.
De uma forma que o foco é o que se está na mente
O enquadramento é feito em cada um dos ideais
Transformando em belezas todas as coisas reais.
Os olhos não conseguem enxergar
Mas, as lentes aproximam tudo àquilo que desejo alcançar
Basta ter paciência, olhar para os lados
E pensar na cena como se ao fundo tocasse um lindo fado.
Se a lua não for suficiente para iluminar o assunto principal
Deixe que a vazão insurja de uma luz artificial
O que o ser humano não pode perder
É aquele momento que de repente jamais volte a acontecer.
Porque a vida não é faz de conta e nem tem ensaio
Muito menos os sonhos podem ficar guardados em balaio
Mas, é mistura de dom e necessidade que vem do coração
Que deve ser criativa e reinventada em grande dimensão
Porque de perto todo mundo é granulado
E deseja ver os momentos da sua vida registrado
Como numa bela fotografia contrastada
Contando uma história de felicidade que foi sempre imaginada.
sábado, 24 de julho de 2010
A VIDA COMO UMA FLOR
A vida é como uma flor
Que precisa de encanto e amor
Precisa de alguém para gerar
E alguém para amar
Começa praticamente de um nada,
Mas pode ser tudo
No começo é pequenininha
Mas, mesmo fechadinha mostra sua beleza para o mundo
Não conhecemos seu desabrochar
Quando abre tem magia de encantar
Sua beleza parece ser eterna
E quem a vê não pensa que ela vai murchar
Acabar?
O seu testemunho vai ficar,
Porque um dia, o seu desabrochar
Deixou marcas no ar
Por onde pôde passar.
Luciane Dias/ 14.05.97
domingo, 27 de junho de 2010
IÇAR VELAS...
Quantas bandeiras meus sonhos já visitaram
Deixando desejosos os pés no caminho semi árido.
Alegrias, não chove em meu peito
As poucas lágrimas afogam as mágoas dos desencontros
Florescendo a densa vontade de içar vela
Deixar aqui tudo que foi meu
Que esteve comigo.
Desapegar das lembranças
E alçar vôos
De norte a sul, entre céu e mar
As asas conduzindo a esperança.
Em cada nação um novo degrau
Onde minha alma possa recomeçar.
Cada dia...
Mais distante da frágil lembrança.
Deixando desejosos os pés no caminho semi árido.
Alegrias, não chove em meu peito
As poucas lágrimas afogam as mágoas dos desencontros
Florescendo a densa vontade de içar vela
Deixar aqui tudo que foi meu
Que esteve comigo.
Desapegar das lembranças
E alçar vôos
De norte a sul, entre céu e mar
As asas conduzindo a esperança.
Em cada nação um novo degrau
Onde minha alma possa recomeçar.
Cada dia...
Mais distante da frágil lembrança.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
TODO MUNDO TEM UM LUGAR SÓ SEU...

Todo mundo tem um lugar só seu
Daqueles que ninguém sabe o caminho
As vezes, é um buraquinho que se mora,
mesmo estando no meio de todo mundo
é lugar profundo
que se guarda a dor e o ôfuror
e como se pode achar?
Alguém por perto consegue chegar?
Lágrimas passaram por lá
Os sorrisos iluminaram
Tentando fazer as lágrimas secarem
as pedras...que tem no caminho deste lugar são grandes
muitas rolaram até o coração
e não se consegue contar
as feridas que deixaram nos pés
Os mesmos pés que tentaram vencer
Que trilharam os caminhos
Que se perderam nos labirintos
Ninguém imagina a dor...
Que fizeram a voz embargada gritar
Os gritos...ninguém ouviu os gritos
Eles ainda ecoam forte...contando a desilusão
O vento sopra lá
Limpa a poeira do passado
Que ainda está estampado num porta retrato
É um lugar deserto ou/e solitário?!
De acalento ou escuridão?
Como sair de lá?
Alguém pode ajudar?
É um lugar único, criado por cada um
Numa mistura de real e imaginário
Tão obscuro que nem o próprio dono sabe o endereço
Tão omisso que ele não quer contar
Porque é difícil admitir
Que dentro de si tem uma toca
Um eco, um ser desfocado
Um buraco de quedas...ou será o criadouro do aprendizado?
Daí as pernas são de pau...são fracas...
Estão sendo comidas pelo cupim da amargura
Ou será feitas da madeira mais nobre?!
Que decisões da vida conseguem definir a cara deste lugar?!
Eita lugar!!!
A grandeza de um mundo num grão de pensamento
Um elo perdido entre o desejo e o acontecimento
Um lugar...um buraco, uma defesa, uma moradia, um esconderijo...
Nas paredes estão escritas a história real de uma vida
No teto os olhos projetam noite a noite o futuro
No chão, está escrito o contra censo: o que se quer e o que acontece
Enfim,...
Um mundo num buraco no meio do nada dentro de cada um!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O QUE DESEJEI...
Desejei um futuro brilhante
Destes que não há tristeza em nenhum instante
Fui deixando na areia minhas pegadas
Marcas que não podiam ser apagadas
Para cada estrela contei um sonho
Declarei amor, pedi que levasse a dor
Para que os dias se renovassem como o azul do céu
Meu coração límpido e pronto para amar
Desejei que as ondas do mar lavassem meu corpo
Revelando o prazer e escondendo o velho rancor
Tirei dos olhos a areia do preconceito
Que me impedia de fazer os grandes feitos
Abandonei o desenho de felicidade
Que fiz para minha vida em tenra idade
Refiz planos e me entreguei ao desejo
Subi morros, desci arestas e tive lampejos
Contei o tempo, a idade, as cores
Mas, foi das flores que percebi
Que nada é estanque, que tudo passa
E que conta mais o que se vive do que o que se idealiza.
Na paisagem límpida do meu ser
Mora o verde da esperança
A oportunidade constante de viver
Mesclando o que tenho e o que escrevi quando criança.
Destes que não há tristeza em nenhum instante
Fui deixando na areia minhas pegadas
Marcas que não podiam ser apagadas
Para cada estrela contei um sonho
Declarei amor, pedi que levasse a dor
Para que os dias se renovassem como o azul do céu
Meu coração límpido e pronto para amar
Desejei que as ondas do mar lavassem meu corpo
Revelando o prazer e escondendo o velho rancor
Tirei dos olhos a areia do preconceito
Que me impedia de fazer os grandes feitos
Abandonei o desenho de felicidade
Que fiz para minha vida em tenra idade
Refiz planos e me entreguei ao desejo
Subi morros, desci arestas e tive lampejos
Contei o tempo, a idade, as cores
Mas, foi das flores que percebi
Que nada é estanque, que tudo passa
E que conta mais o que se vive do que o que se idealiza.
Na paisagem límpida do meu ser
Mora o verde da esperança
A oportunidade constante de viver
Mesclando o que tenho e o que escrevi quando criança.
domingo, 26 de julho de 2009
SOU
Sou a textura do pôr do sol, uma luz que no fim do dia se esconde do bem e do mal e no contraditório se alvorece sujando o orvalho...
Sou a largura de um lago profundo misturando relações, confrontos, desacordos...da forma mas pirracenta de mostrar ao mundo que minha idéia é centro da minha razão. Uma razão rasa de veracidade, de concretude, de fidelidade...
Morro na fogueira, fazendo queimar comigo os meus pensamentos, na pura certeza de que são tão límpidos como a água de uma cachoeira...e que façam o barulho da qued`água, mas se preciso for que tenha a força de um vulcão...
Pois se água não volta atrás...que a larva queime e transforme o que foi dito numa pedra e daí que ela possa ser lapidada pelo tempo.
O tempo cura, perdoa, limpa e configura uma nova pessoa. Então, sou nova....porque tento me compor em pequenos versos escritos no dia -a- dia.
Tenho como profissão ser mestre de obras... Construindo erros e acertos e em proporções diferentes, alegrando ou frustrando pessoas que convivem comigo.
Com martelo e prego vou batendo daqui e dali, tentando realizar o castelo dos sonhos, aquele chamado "felicidade"...
Sou a metamorfose da borboleta...num ciclo de bom e mau-humor, mas de uma curiosidade que o casulo é um pedaço pequeno do mundo que vai em minh`alma.
Anseio pela transformação desta em versos, em inteligência, em criação dividida com os amigos e os inimigos...
Sou assim...
E assim...eu e a vida, somos a forma mais simples de se complicar o mundo perfeito
Luciane Dias
26/jul.2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
LIBERDADE
Liberdade
O que foi feito da liberdade
Seu conceito virou imoralidade
Não se encontra em nenhum relacionamento
Deve se criar curso de ensinamento
Ate os pássaros perderam o prazer de voar
Com medo de ao seu lar não poder retornar
Suas asas se aniquilam na gaiola
Onde suas penas nas grades se embolam
O vento parece ter parado no tempo
Ninguém vive mais a contento
A liberdade na vontade do outro se transfigurou
O quanto da vida se perturbou
Que se abram as jaulas
Que a euforia retome a calma
Figurando nas nuvens os desejos
Sol ardente queimando os desesperos
Que nas sombras do verde esteja a esperança
Da alegria de viver de uma criança
Que não se atempera aos moldes sociais
E busca a felicidade nas atitudes mais angelicais
Aonde vão estes passarinhos
Fazendo e desfazendo seus ninhos
Aos cantos do mundo e ao som de seu chiado
Mas, que possam ir procurando o mundo encantado.
Luciane Dias
18.05.08
O que foi feito da liberdade
Seu conceito virou imoralidade
Não se encontra em nenhum relacionamento
Deve se criar curso de ensinamento
Ate os pássaros perderam o prazer de voar
Com medo de ao seu lar não poder retornar
Suas asas se aniquilam na gaiola
Onde suas penas nas grades se embolam
O vento parece ter parado no tempo
Ninguém vive mais a contento
A liberdade na vontade do outro se transfigurou
O quanto da vida se perturbou
Que se abram as jaulas
Que a euforia retome a calma
Figurando nas nuvens os desejos
Sol ardente queimando os desesperos
Que nas sombras do verde esteja a esperança
Da alegria de viver de uma criança
Que não se atempera aos moldes sociais
E busca a felicidade nas atitudes mais angelicais
Aonde vão estes passarinhos
Fazendo e desfazendo seus ninhos
Aos cantos do mundo e ao som de seu chiado
Mas, que possam ir procurando o mundo encantado.
Luciane Dias
18.05.08
terça-feira, 7 de julho de 2009
SOLIDÃO LATENTE
SOLIDAO LATENTE
Independente de quantos amigos tenha
Dos sorrisos que venha a dar
E tão altos que sufoquem a tristeza
Do dinheiro que esteja na carteira
Dos costumes chiques que cerque
O quanto se peque
Buscando algo ou alguém
Das pegadas que marcam a areia
Pensamentos em forma de teia
Ou ensolarados pelos desejos
Rabiscos que transmitem o que vai na veia
Sonhos e ensejos
Da chuva que lava a alma
Orações para que as lagrimas não caia
Brincadeiras de criança
Do quanto se preserve de esperança
Há sempre uma solidão
Madura e carente
Entre o eu e o universo
Que caminha latente e em comunhão.
Luciane Dias
24. jul/08
Independente de quantos amigos tenha
Dos sorrisos que venha a dar
E tão altos que sufoquem a tristeza
Do dinheiro que esteja na carteira
Dos costumes chiques que cerque
O quanto se peque
Buscando algo ou alguém
Das pegadas que marcam a areia
Pensamentos em forma de teia
Ou ensolarados pelos desejos
Rabiscos que transmitem o que vai na veia
Sonhos e ensejos
Da chuva que lava a alma
Orações para que as lagrimas não caia
Brincadeiras de criança
Do quanto se preserve de esperança
Há sempre uma solidão
Madura e carente
Entre o eu e o universo
Que caminha latente e em comunhão.
Luciane Dias
24. jul/08
sexta-feira, 3 de julho de 2009
DESEJO ARDENTE

Quão farfalha uma alma
Revirando este desejo de palha
De fogo que queima e arde
Fazendo intenso este lado covarde
Tão guardado e enfraquecido
Este desejo vil
Revelando o lado angelical e tímido
Passando a vida por funil
Que se valha o risco da tentativa
O sabor e a cantiga
Do desejo em pratica
Que os sonhos sejam cinzas
Relatado em tintas
E evoque até as brasas intimas
17/05/2009
terça-feira, 24 de julho de 2007
Meu Mundo
Meu mundo tem 12m2
Falo com as paredes e
Canto os velhos discos guardados sob o pó
De uma canto escondido no quarto
Amiga de um mundo interativo
Desenhado na perfeição
Giro a roda a viva da vida
Sentada numa cadeira
Plantada no quadricular
Cintilante da cerâmica estampada no chão
Mergulho ávidas nas páginas de uma história bem contada
E olhando pela janela vislumbro minha vida naquele livro.
O calor de uma lâmpada fluorescente aquece meu coração
Para que eu nunca desista da vida.
Um quadro verde pendurado na parede
Estampa as orações que acalentam meu sono
E me ligam a Deus.
As caixas no armário guardam as mais belas lembranças
Dos amores de minha vida
Também as fotos dos amigos que dividi o caminhar
No fim do dia, volto pra casa
Deitada no aconchego seguro,
O vento entrando na fresta da persiana
Me cubro e descubro...
Minha vida é um belo poema solitário
Sem rimas e com versos soltos
Dotados da mais intensa poesia
Uma heresia a qualquer tristeza
Minha vida sorri para mim
Eu pra ela...
E durmo esperando o novo alvorecer.
Março- 25.03.07
Falo com as paredes e
Canto os velhos discos guardados sob o pó
De uma canto escondido no quarto
Amiga de um mundo interativo
Desenhado na perfeição
Giro a roda a viva da vida
Sentada numa cadeira
Plantada no quadricular
Cintilante da cerâmica estampada no chão
Mergulho ávidas nas páginas de uma história bem contada
E olhando pela janela vislumbro minha vida naquele livro.
O calor de uma lâmpada fluorescente aquece meu coração
Para que eu nunca desista da vida.
Um quadro verde pendurado na parede
Estampa as orações que acalentam meu sono
E me ligam a Deus.
As caixas no armário guardam as mais belas lembranças
Dos amores de minha vida
Também as fotos dos amigos que dividi o caminhar
No fim do dia, volto pra casa
Deitada no aconchego seguro,
O vento entrando na fresta da persiana
Me cubro e descubro...
Minha vida é um belo poema solitário
Sem rimas e com versos soltos
Dotados da mais intensa poesia
Uma heresia a qualquer tristeza
Minha vida sorri para mim
Eu pra ela...
E durmo esperando o novo alvorecer.
Março- 25.03.07
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