quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CORAGEM DE AMAR



Coragem de Amar...
Amar é o risco constante da felicidade e do sofrer...
Então é preciso coragem para amar, sofrer; e sofrer, sofrer e depois de tudo poder amar.
É preciso saber amar, para poder amar enquanto há amor e sofrer no dia que o amor acabar, renascer do sofrimento sem esquecer que o que vale sempre é se amar...
É preciso amar-se para saber que o sofrer ensina, que o amar revitaliza, renasce, floresce...
É preciso passar por tudo isto, para se dar conta que somos humanos e que somos fortes... e que sendo fortes resistimos as tempestades...
É preciso entender que o vendaval pode parecer um tufão, pode querer nos derrubar, pode transparecer que vai arrancar nossas raízes...mas, que o amor é maior que tudo.
Somente ele é capaz de nos sustentar, porque ainda que qualquer relacionamento não tenha sido perfeito, como a gente sonhou, como a gente queria, ele serviu para nos ensinar a amar.
Amor é construção, de tal forma, que desperta em nós a maior de nossas forças, as maiores de nossas qualidades, os maiores sonhos, desejos, ternuras...
Somos só amor....não o amor pelo outro, mas talvez pela vida, pela ânsia de viver...
E, é preciso viver...viver é praticar o amor e de repente arriscar-se, arriscar a amar o outro...mas, sem jamais esquecer que o amor não é outro, mas é com o outro que exercitamos o amor, então não existe nenhum motivo que nos esmoreça, ainda que estejamos sofrendo, porque no fim de nós existe um amor maior que nos sustenta.
...
Ame sempre!!! Nada é motivo para não se amar, mas sempre um incentivo para se amar de novo e de novo e de novo!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

PELAS LENTES DA VIDA...


A labuta do dia-a-dia é registrada pelas lentes
De uma forma que o foco é o que se está na mente
O enquadramento é feito em cada um dos ideais
Transformando em belezas todas as coisas reais.

Os olhos não conseguem enxergar
Mas, as lentes aproximam tudo àquilo que desejo alcançar
Basta ter paciência, olhar para os lados
E pensar na cena como se ao fundo tocasse um lindo fado.

Se a lua não for suficiente para iluminar o assunto principal
Deixe que a vazão insurja de uma luz artificial
O que o ser humano não pode perder
É aquele momento que de repente jamais volte a acontecer.

Porque a vida não é faz de conta e nem tem ensaio
Muito menos os sonhos podem ficar guardados em balaio
Mas, é mistura de dom e necessidade que vem do coração
Que deve ser criativa e reinventada em grande dimensão

Porque de perto todo mundo é granulado
E deseja ver os momentos da sua vida registrado
Como numa bela fotografia contrastada
Contando uma história de felicidade que foi sempre imaginada.

sábado, 24 de julho de 2010

A VIDA COMO UMA FLOR

A vida é como uma flor

Que precisa de encanto e amor

Precisa de alguém para gerar

E alguém para amar

Começa praticamente de um nada,

Mas pode ser tudo

No começo é pequenininha

Mas, mesmo fechadinha mostra sua beleza para o mundo

Não conhecemos seu desabrochar

Quando abre tem magia de encantar

Sua beleza parece ser eterna

E quem a vê não pensa que ela vai murchar

Acabar?

O seu testemunho vai ficar,

Porque um dia, o seu desabrochar

Deixou marcas no ar

Por onde pôde passar.

Luciane Dias/ 14.05.97

domingo, 27 de junho de 2010

IÇAR VELAS...

Quantas bandeiras meus sonhos já visitaram
Deixando desejosos os pés no caminho semi árido.
Alegrias, não chove em meu peito
As poucas lágrimas afogam as mágoas dos desencontros
Florescendo a densa vontade de içar vela
Deixar aqui tudo que foi meu
Que esteve comigo.
Desapegar das lembranças
E alçar vôos
De norte a sul, entre céu e mar
As asas conduzindo a esperança.
Em cada nação um novo degrau
Onde minha alma possa recomeçar.
Cada dia...
Mais distante da frágil lembrança.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

TODO MUNDO TEM UM LUGAR SÓ SEU...


Todo mundo tem um lugar só seu
Daqueles que ninguém sabe o caminho
As vezes, é um buraquinho que se mora,
mesmo estando no meio de todo mundo
é lugar profundo
que se guarda a dor e o ôfuror
e como se pode achar?
Alguém por perto consegue chegar?
Lágrimas passaram por lá
Os sorrisos iluminaram
Tentando fazer as lágrimas secarem
as pedras...que tem no caminho deste lugar são grandes
muitas rolaram até o coração
e não se consegue contar
as feridas que deixaram nos pés
Os mesmos pés que tentaram vencer
Que trilharam os caminhos
Que se perderam nos labirintos
Ninguém imagina a dor...
Que fizeram a voz embargada gritar
Os gritos...ninguém ouviu os gritos
Eles ainda ecoam forte...contando a desilusão
O vento sopra lá
Limpa a poeira do passado
Que ainda está estampado num porta retrato
É um lugar deserto ou/e solitário?!
De acalento ou escuridão?
Como sair de lá?
Alguém pode ajudar?
É um lugar único, criado por cada um
Numa mistura de real e imaginário
Tão obscuro que nem o próprio dono sabe o endereço
Tão omisso que ele não quer contar
Porque é difícil admitir
Que dentro de si tem uma toca
Um eco, um ser desfocado
Um buraco de quedas...ou será o criadouro do aprendizado?
Daí as pernas são de pau...são fracas...
Estão sendo comidas pelo cupim da amargura
Ou será feitas da madeira mais nobre?!

Que decisões da vida conseguem definir a cara deste lugar?!
Eita lugar!!!
A grandeza de um mundo num grão de pensamento
Um elo perdido entre o desejo e o acontecimento
Um lugar...um buraco, uma defesa, uma moradia, um esconderijo...
Nas paredes estão escritas a história real de uma vida
No teto os olhos projetam noite a noite o futuro
No chão, está escrito o contra censo: o que se quer e o que acontece
Enfim,...
Um mundo num buraco no meio do nada dentro de cada um!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O QUE DESEJEI...

Desejei um futuro brilhante
Destes que não há tristeza em nenhum instante
Fui deixando na areia minhas pegadas
Marcas que não podiam ser apagadas

Para cada estrela contei um sonho
Declarei amor, pedi que levasse a dor
Para que os dias se renovassem como o azul do céu
Meu coração límpido e pronto para amar

Desejei que as ondas do mar lavassem meu corpo
Revelando o prazer e escondendo o velho rancor
Tirei dos olhos a areia do preconceito
Que me impedia de fazer os grandes feitos

Abandonei o desenho de felicidade
Que fiz para minha vida em tenra idade
Refiz planos e me entreguei ao desejo
Subi morros, desci arestas e tive lampejos

Contei o tempo, a idade, as cores
Mas, foi das flores que percebi
Que nada é estanque, que tudo passa
E que conta mais o que se vive do que o que se idealiza.

Na paisagem límpida do meu ser
Mora o verde da esperança
A oportunidade constante de viver
Mesclando o que tenho e o que escrevi quando criança.


domingo, 26 de julho de 2009

SOU

Sou tudo e sou nada...uma mistura do mundo, dos sentimentos, de cada momento...
Sou a textura do pôr do sol, uma luz que no fim do dia se esconde do bem e do mal e no contraditório se alvorece sujando o orvalho...
Sou a largura de um lago profundo misturando relações, confrontos, desacordos...da forma mas pirracenta de mostrar ao mundo que minha idéia é centro da minha razão. Uma razão rasa de veracidade, de concretude, de fidelidade...
Morro na fogueira, fazendo queimar comigo os meus pensamentos, na pura certeza de que são tão límpidos como a água de uma cachoeira...e que façam o barulho da qued`água, mas se preciso for que tenha a força de um vulcão...
Pois se água não volta atrás...que a larva queime e transforme o que foi dito numa pedra e daí que ela possa ser lapidada pelo tempo.
O tempo cura, perdoa, limpa e configura uma nova pessoa. Então, sou nova....porque tento me compor em pequenos versos escritos no dia -a- dia.
Tenho como profissão ser mestre de obras... Construindo erros e acertos e em proporções diferentes, alegrando ou frustrando pessoas que convivem comigo.
Com martelo e prego vou batendo daqui e dali, tentando realizar o castelo dos sonhos, aquele chamado "felicidade"...
Sou a metamorfose da borboleta...num ciclo de bom e mau-humor, mas de uma curiosidade que o casulo é um pedaço pequeno do mundo que vai em minh`alma.
Anseio pela transformação desta em versos, em inteligência, em criação dividida com os amigos e os inimigos...
Sou assim...
E assim...eu e a vida, somos a forma mais simples de se complicar o mundo perfeito


Luciane Dias
26/jul.2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

LIBERDADE

Liberdade

O que foi feito da liberdade
Seu conceito virou imoralidade
Não se encontra em nenhum relacionamento
Deve se criar curso de ensinamento

Ate os pássaros perderam o prazer de voar
Com medo de ao seu lar não poder retornar
Suas asas se aniquilam na gaiola
Onde suas penas nas grades se embolam

O vento parece ter parado no tempo
Ninguém vive mais a contento
A liberdade na vontade do outro se transfigurou
O quanto da vida se perturbou

Que se abram as jaulas
Que a euforia retome a calma
Figurando nas nuvens os desejos
Sol ardente queimando os desesperos

Que nas sombras do verde esteja a esperança
Da alegria de viver de uma criança
Que não se atempera aos moldes sociais
E busca a felicidade nas atitudes mais angelicais

Aonde vão estes passarinhos
Fazendo e desfazendo seus ninhos
Aos cantos do mundo e ao som de seu chiado
Mas, que possam ir procurando o mundo encantado.

Luciane Dias
18.05.08

terça-feira, 7 de julho de 2009

SOLIDÃO LATENTE

SOLIDAO LATENTE

Independente de quantos amigos tenha
Dos sorrisos que venha a dar
E tão altos que sufoquem a tristeza
Do dinheiro que esteja na carteira
Dos costumes chiques que cerque
O quanto se peque
Buscando algo ou alguém
Das pegadas que marcam a areia
Pensamentos em forma de teia
Ou ensolarados pelos desejos
Rabiscos que transmitem o que vai na veia
Sonhos e ensejos
Da chuva que lava a alma
Orações para que as lagrimas não caia
Brincadeiras de criança
Do quanto se preserve de esperança
Há sempre uma solidão
Madura e carente
Entre o eu e o universo
Que caminha latente e em comunhão.

Luciane Dias
24. jul/08

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DESEJO ARDENTE


Quão farfalha uma alma
Revirando este desejo de palha
De fogo que queima e arde
Fazendo intenso este lado covarde

Tão guardado e enfraquecido
Este desejo vil
Revelando o lado angelical e tímido
Passando a vida por funil

Que se valha o risco da tentativa
O sabor e a cantiga
Do desejo em pratica

Que os sonhos sejam cinzas
Relatado em tintas
E evoque até as brasas intimas

17/05/2009

terça-feira, 24 de julho de 2007

Meu Mundo

Meu mundo tem 12m2
Falo com as paredes e
Canto os velhos discos guardados sob o pó
De uma canto escondido no quarto
Amiga de um mundo interativo
Desenhado na perfeição
Giro a roda a viva da vida
Sentada numa cadeira
Plantada no quadricular
Cintilante da cerâmica estampada no chão
Mergulho ávidas nas páginas de uma história bem contada
E olhando pela janela vislumbro minha vida naquele livro.
O calor de uma lâmpada fluorescente aquece meu coração
Para que eu nunca desista da vida.
Um quadro verde pendurado na parede
Estampa as orações que acalentam meu sono
E me ligam a Deus.
As caixas no armário guardam as mais belas lembranças
Dos amores de minha vida
Também as fotos dos amigos que dividi o caminhar
No fim do dia, volto pra casa
Deitada no aconchego seguro,
O vento entrando na fresta da persiana
Me cubro e descubro...
Minha vida é um belo poema solitário
Sem rimas e com versos soltos
Dotados da mais intensa poesia
Uma heresia a qualquer tristeza
Minha vida sorri para mim
Eu pra ela...
E durmo esperando o novo alvorecer.


Março- 25.03.07

TEXTOS